Estadão cria “especial multimídia” sobre Lévi-Strauss Novembro 4, 2009
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A Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales anunciou nesta terça-feira a morte do antropólogo belga Claude Lévi-Strauss, aos 100 anos, de ataque cardíaco (no dia 28 de novembro completaria 101).
O antropólogo fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre, e comandou por mais de 20 anos o departamento de Antropologia Social no College de France. Lecionando na Universidade de São Paulo (USP) entre 1935 e 1939, Lévi-Strauss fundou do departamento de Ciências Sociais do então recém-fundado centro de ensino. Em 1955 escreveu “Tristes Trópicos”.
O especial do Estadão tem uma espécie de linha do tempo com áudios e fotos. Os áudios podem ser baixados em mp3. A estrutura é a mesma utilizada pelo portal em outras ocasiões, mas vale dar uma espiada.
Projeto em que tribo mostra desmatamento em mapa online é premiado Novembro 2, 2009
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Vale a pena ler com calma o texto do Estadão.com.br e analisar com profundidade todas essas mudanças. Sobre esse assunto, gosto de destacar sempre o importante trabalho Mídias Nativas do grupo Atopos.
“Senti que estava em um mundo novo”, diz Almir Surui, sobre a descoberta do Google Earth
Quando o cacique Almir Surui acessou o Google Earth pela primeira vez, em um cibercafé, fez aquilo que quase todos fazemos: procurou sua própria casa. No caso, a reserva indígena 7 de Setembro, que ocupa cerca de 250 mil hectares entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso; é lá onde vive a tribo que lidera, os Pater Surui. Espantou-se, de cara, com o que via na tela. Onde foram parar todas as árvores?
Apesar de já há anos lutar contra as madeireiras ilegais da região, a visão de cima o chocou. Só via a mancha marrom do desmatamento, que, no ano passado, comeu da Amazônia o equivalente à metade do território do Estado de Sergipe… (continua)
MediaOn: “jornalistas terão de perder arrogância”, diz Benton Outubro 28, 2009
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Deu no Terra
Por Vagner Magalhães
“Com o avanço da internet, a sobrevivência dos jornais impressos está em risco e os jornalistas terão de mudar a sua postura profissional. A opinião é de Joshua Benton, jornalista investigativo e diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Ele participou nesta terça-feira à noite do 3° MediaOn, maior fórum de jornalismo da América Latina, em São Paulo. O debate “Como o jornalismo de qualidade pode sobreviver e prosperar na era da internet” foi moderado pelo jornalista Ricardo Lessa, da Globonews” (continua)
Entre outras coisas, Benton fala sobre credibilidade, precisão, Twitter, TV e vídeo online, ensino do jornalismo e Tablets. Vale conferir esta e outras notícias do Terra sobre o MediaOn.
Tio Pac e a inclusão digital na Cidade Tiradentes Outubro 22, 2009
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Há pouco mais de uma semana estive no Sesc Consolação para acompanhar a palestra do sociólogo italiano Massimo Di Felice, um estudioso da sociedade no contexto digital. Após a palestra, apenas uma de um ciclo chamado Era Digital, uma rica “mesa redonda” ganhou espaço e atraiu olhares e mentes para o que estava sendo ali debatido.
Entre os presentes Cláudio, que prefere ser chamado de Tio Pac. Morador da Cidade Tiradentes, um dos bairros mais carentes da capital paulista, Cláudio lidera um interessante projeto: a WebTV Cidade Tiradentes.
Além de mostrar o que é feito na comunidade, o projeto oferece oficinas de produção audiovisual para jovens e adolescentes, principalmente alunos de escolas públicas, para que se tornem os próprios produtores dos conteúdos apresentados.
Segundo o site oficial do projeto, “a proposta editorial da WebTV Cidade Tiradentes visa facilitar o processo de tomada da palavra por parte de populações que sempre foram vistas como meras espectadoras, ‘consumidoras’ de conteúdo. O que se espera é que estas pessoas passem a produzir e a interagir com conteúdos nos quais elas se reconheçam. E, mais do que isso, espera-se que estas pessoas sintam-se valorizadas com a divulgação dos seus saberes e do seu cotidiano para outras regiões da cidade, do país e do mundo. Aliás, esse alcance que a internet possibilita é fundamental para desmitificar muitos dos discursos negativos construídos sobre o bairro Cidade Tiradentes, na capital paulista” Acesse aqui.
Em entrevista exclusiva, também publicada no Blog Nota de Rodapé, Tio Pac fala um pouco mais sobre a WebTV Cidade Tiradentes e comenta o vídeo premiado no festival de Quebéc, Canadá.
Para iniciarmos, por que o nome Tio PAC?
O nome Tio Pac foi uma brincadeira. Surgiu pelo fato de gostar dos trabalhos do rapper Two PAC Shakkur. Aí, pela minha idade, coloquei “tio”. E o “p.a.c” tem como significado Política, Ação e Cultura: PAC.
Como nasceu a ideia de usar a Internet, em particular a WebTV, para divulgar os trabalhos da sua comunidade?
Em primeiro lugar, existe a questão da democratização real. A internet é realmente democrática. A proposta da WebTV surgiu por não me sentir contemplado. Quando a grande mídia retrata a periferia, ela tem uma visão estereotipada, só pensa em mostrar a violência a miséria, gratuitamente, e nunca explora os motivos, o porquê; é puro sensacionalismo. Por isso resolvemos trabalhar com a internet, para divulgar os bons trabalhos existentes aqui na comunidade. Mesmo com todas as dificuldades nas periferias, sem infraestrutura, sem emprego, sem serviços básicos de saúde, transporte, educação, habitação, lazer e cultura, saem jogadores de futebol, cantores, poetas, cineastas ,etc. Então a proposta da WebTV na Cidade Ti radentes é retratar o que tem de bom nas periferias. E tem muita coisa boa.
Acho que a WebTV é o futuro da televisão. Nesse sentido, seu trabalho na Cidade Tiradentes é muito importante. Em que situação o projeto se encontra e quais os planos para o futuro?
O nosso projeto está em fase de expansão. Estamos inserindo alguns jovens formados por nós para potencializarmos nossas produções. resolvemos trabalhar via Web porque essa é a melhor forma da comunidade ter acesso através das centenas de lan house existentes aqui no bairro. Estamos planejando algumas ações para que a maioria dos moradores da nossa comunidade conheça a programaçao da WebTV e se aproprie, pois a TVCT (TV Cidade Tiradentes) é da comunidade. Iremos estabelecer algumas parcerias com o comércio local (lan house) para podermos deixar exposto na tela de descanso o nosso endereço. Assim, as pessoas acessam e podem multiplicar para os demais usuários da comunidade. Estamos montando também uma equipe de produà ðão local e, com essa equipe, pretendemos criar na comunidade uma referência, jovens produtores da própria comunidade. Ah, eu vou assistir para ver o que eles fizeram.
Há no seu blog um vídeo que recebeu menção honrosa em um festival do Canadá. Qual a sua participação e da comunidade na produção desse video?
A minha participação no vídeo, defina-se, foi na área de produção, e a participação da comunidade foi na parte de atuação. Todos os que participaram da realização do vídeo são moradores locais, foi muito interessante a participação da comunidade nesse vídeo, e entendemos que, a partir da participação, automaticamente a comunidade se identifica e se apropria.
Como você vê a questão da Exclusão Digital, ou seja, a dificuldade que a população tem para acessar a Internet?
Eu acredito que a exclusão é uma coisa real, mas acho que está minimizando. Os preços estão barateando, o número crescente de lan houses em comunidades carentes, a infinidade de telecentros e infocentros. Na verdade, a questão da exclusão está sendo resolvida e o que na verdade agora temos que pensar é em como as pessoas devem explorar melhor a internet, em termos de informação. Há vários conteúdos em termos de páginas, blogs, que são pouco explorados. Agora temos que montar uma força tarefa para divulgar o que tem de interessante para os usuários das periferias, senão acaba que os usuários só vão ficar no youtube vendo futilidades, acaba virando uma Rede Globo da vida.
VÍDEO COM MENÇÃO HONROSA NO CANADÁ.
A revolução digital é muito literária, diz especialista Outubro 16, 2009
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Ótima entrevista do cronista e blogueiro chileno Juan Pablo Meneses ao Centro Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas (EUA).
O Centro Knight conversou com Meneses sobre o ofício de contar estórias e as novas tecnologia. Vale a pena ler na íntegra (em espanhol).
Por Paul Alonso
Las máximas de lo que has llamado el “periodismo portátil” son “sobrevivir escribiendo historias por el mundo y escribir de todo lo que se pueda”. ¿Qué más implica esta actitud ante el periodismo?
Cuando planteo la necesidad de escribir por el mundo no me refiero, solamente, a escribir viajando (que es lo que he hecho desde hace casi diez años). Me refiero, especialmente, a una actitud de hacer periodismo en la calle. Salir de la silla de la redacción, con el mouse y el teléfono tan a mano. Recorrer el mundo es, también, recorrer otros mundos: uno de los vicios del periodista moderno es proponer temas que conoce (la banda de rock que me gusta, el bar donde voy a beber, el equipo de fútbol de mi infancia, la narcotraficante amiga, la corrupción del alcalde de mi barrio), como si temiera adentrarse en ámbitos que le son desconocidos. Por eso propongo, además, escribir de todo lo que se pueda. Y desde donde sea. Para eso es fundamental otra de las máximas del periodista portátil: “la noticia es una anécdota y la anécdota es la noticia”.
¿Cómo se transforma esto en la Escuela Móvil de Periodismo Portátil?
He dictado talleres de “periodismo portátil” desde hace cinco años, en forma presencial (en diferentes ciudades de América Latina y España) y de manera online (con alumnos conectados desde más de veinte países diferentes). A partir de ambas experiencias nació la Escuela Móvil de Periodismo Portátil, un proyecto independiente de crónicas que busca promover nuevas voces en español. La queja repetida de los nuevos periodistas es que no hay espacios ni acceso a publicar. Siempre he trabajado como freelance, y he vivido en carne propia esta falta de oportunidades. Actualmente, la Escuela Móvil tiene convenios con la revista Etiqueta Negra de Perú, Brando de Argentina, Emeequis de México, SoHo de Colombia y The Clinic de Chile. Varios de los alumnos ya han vendido sus trabajos en diferentes países.
Tu próximo libro, que sale en octubre, se llamará Hotel España y narra un recorrido por ciudades latinoamericanas. ¿Cuál es el ángulo de este libro de viajes?
En todas las capitales de Latinoamérica hay un Hotel España. Es como si fueran el último legado de los tiempos de la Colonia. El libro propone un recorrido por América Latina partiendo en el Hotel España de Buenos Aires (donde viví más de tres años), hasta el Hotel España de Ciudad de México (ciudad que a lo largo del libro se va transformando en un destino soñado). En el trayecto me encuentro con linchamientos, fiestas, contrabandos, invasiones y controles policiales. Lima, Santiago de Chile, La Habana, Patagonia, Ciudad de Panamá, Santo Domingo, Bogotá, Asunción, son algunos de los lugares por los que transcurre el libro. Hotel España es un libro de viajes, es la historia de una obsesión personal, y es un redescubrimiento de la América Latina del Bicentenario.
Tu último libro, Crónicas Argentinas (basado en el blog que tienes en Clarín) no sólo ofreció “una mirada diferente a los mitos de siempre” (como el Che, Evita, Maradona), sino que incorporó a un nuevo tipo de protagonista: los comentaristas anónimos del blog. ¿Crees que el poder del comentarista anónimo radica principalmente en su cantidad o en su aporte al debate?
Creo que el gran poder del comentarista anónimo es precisamente agregar la palabra “cantidad” al debate. Un texto con mayor cantidad de comentarios es, casi inmediatamente, mejor valorado (especialmente por el editor y los anunciantes) que uno sin mucha respuesta del público. Casi no importa la calidad. Ahí está el gran poder y el gran protagonismo de los lectores. Al igual que en la televisión, ellos son los dueños del rating en la era de los medios electrónicos. Por lo mismo es que ahora, en este instante, se está librando una durísima batalla entre los líderes de opinión y los comentaristas anónimos. Los líderes de opinión dicen que los comentaristas anónimos son basura, su opinión no vale y sus reflexiones se reducen a insultos y ataques sin identidad. Los comentaristas anónimos, por su parte, exigen cada día mayor protagonismo (gracias a los teléfonos celulares ya se han tomado los noticieros de la televisión), y se cansaron de líderes de opinión. La idea de Crónicas Argentinas era, precisamente, hablar de los mitos de siempre de Argentina, con el aporte de los comentaristas anónimos. Dar cuenta de ese poder. Ellos cuentan en el libro, y ya no un comentarista oficial, qué significa nacer y vivir en el país de Maradona, el Che y Evita.
Si bien los comentaristas y opinadores de blogs compiten con los opinadores oficiales y líderes de opinión, a veces parece que ambos grupos están configurados por los mismos medios de comunicación y los mismos prejuicios. ¿Te parece que estas nuevas voces son un cambio positivo para el discurso público?
Las principales víctimas de que los comentaristas anónimos agregaran cantidad al debate fueron los opinadores oficiales. Es cierto que cada día se parecen más en su mirada, en lo que dicen, en lo que prejuician y condenan. Eso tiene una explicación simple: en la búsqueda de tener mayor cantidad de comentarios, mayor número de respuestas, el líder de opinión ha comenzado a caer en la paradoja de escribir como un comentarista anónimo más. Hoy cada vez se leen más columnas donde el autor plantea temas como en una cafetería, sin mayor debate o análisis, sólo buscando tener muchas respuestas para mantener su trabajo. Creo que lo positivo de todo este nuevo escenario es que, finalmente, está cambiando el viejo papel del líder de opinión: ya no será el dueño de estancia o el sacerdote que le dice a sus lectores impunemente lo que deben hacer y repetir, cosa muy frecuente en Latinoamérica. Claro que tampoco es auspicioso que sea el barrabrava o el orangután de hoy, que busca la polémica por la polémica. Imagino que si se logra tener líderes de opinión más consciente que su trabajo público se enfrenta a diferentes formas de pensar, ya será un gran avance.
Has dicho que “los nuevos cronistas cada día escriben más parecidos entre sí (igualitos a la vieja guardia)” y que muchos lo hacen para que “su foto aparezca en las páginas de sociales de los diarios” o para levantarse una chica. ¿Cuál es para ti la mejor razón para escribir una crónica? (O vamos, una historia de cualquier tipo)
La necesidad de reconocimiento es algo inherente del ser humano. Y ese reconocimiento puede venir por la crítica, por las fotos de la vida social, o de parte de una chica. Ninguna de las tres me parece mal. Al contrario, que por tu trabajo te llegue todo eso, llega a ser saludable. En lo que no creo, lo que me hace ruido, es escribir solo para eso. Escribir solamente de miserias, para ganarte un fondo o una beca, me parece canalla. Pegarle solamente a los más obvios, para ser ungido por un diario bienpensante es fácil. Abordar la frivolidad y el chiste, solamente por la frivolidad y el chiste, es bobo. Desconozco la razón última de por qué escribo una historia, supongo que será la mezcla de muchas cosas y obsesiones y carencias y ambiciones. Entre ellas, la de poder sobrevivir contando historias, algo bastante mercantil.
Sueles poner mucho de tu propia experiencia de vida en tus libros, pero también eres suspicaz ante el exhibicionismo exagerado que denota falta de investigación y reporteo. ¿Cómo buscas el balance entre estos elementos?
No creo en el debate sobre el uso de la primera persona. La contradicción máxima de aquella discusión la leí hace poco, en un libro donde la autora decía que “a ella” le parecía de mal gusto el uso exagerado de la primera persona. Es cierto que hay gente que se exhibe exageradamente por falta de investigación y reporteo, pero también es cierto que el fin último de un libro de no ficción no es la investigación ni el reporteo, sino que contar una buena historia. Cuando me compré una ternera recién nacida, para escribir La vida de una vaca, era obvio que tenían que aparecer datos duros y el reporteo de cómo es la vida de una vaca, pero no podía estar fuera mi experiencia personal con La Negra. Creo que esa mezcla se va dando sola, y la historia va pidiendo las dosis de cada ingrediente. En ese sentido, es mucho más interesante las formas de contar una historia, las estructuras que le damos a un relato, los riesgos narrativos que uno pueda tomar, más que estar calculando el porcentaje de veces que aparece el autor.
¿Es aún importante la literatura para el periodismo en medio de la revolución digital?
La literatura está desprestigiada por un grupo de personas que busca prestigio. Ellos la han querido tener secuestrada, sin darse cuenta de que aquello es imposible. La literatura siempre va a estar donde haya alguien que quiera contar algo. No importa si lo que se cuenta es real o inventado. Tampoco importa si eso se cuenta en papel o en Internet. En ese sentido, estoy convencido de que la revolución digital es muy literaria.
Tus inicios están atravesados por la crónica de viaje y tu consigna, desde la posición de freelance, ha sido el difícil camino de “viajar y sobrevivir contando historias”. En el actual contexto de crisis de los medios, ¿crees que aún será posible seguir este camino para los nuevos periodistas?
Sigo creyendo porfiadamente. Y no sólo eso, la idea es propagar el germen por medio de la Escuela Móvil de Periodismo Portátil.
¿Cuál crees que será el futuro de la crónica y la no ficción?
El libro electrónico.
Rádio na Era do Blog Outubro 14, 2009
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Em seu texto “Rádio na Era do Blog: Conversa ao pé do computador”, o jornalista e radialista da Rádio CBN (Grupo Globo/ Brasil), Milton Jung, comenta algumas das informações que se pode encontrar na pesquisa realizada pelo Grupo de Profissionais do Rádio, com a participação de 2.580 pessoas convidadas a entrar na internet e responder ao questionário, em setembro.
Vale a leitura.
Um pouco mais sobre Realidade Aumentada Outubro 8, 2009
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Definitivamente o “Do Analógico ao Digital” adora Realidade Aumentada e tudo o que fala sobre ela. Tenho certeza que, como disse André Lemos em recente entrevista, ela será corriqueira em nossas vidas. Já esteve presente em games, publicidade, entrou no universo das infografias por uma aposta do Estadão (Daniel Roda e Eduardo Tcha-Tcho), e agora temos até em Iphones.
Peço licença a João Casotti, autor da entrevista com André Lemos, para reproduzir a entrevista concedida por esse ótimo pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que também percebe a importância em se estudar tudo sobre Realidade Aumentada.
Nós da Comunicação – Aos poucos, as pessoas estão falando sobre realidade aumentada. Quando surgiu essa tecnologia e quais fatores fazem dessa ‘novidade’ uma tendência para os próximos anos?
André Lemos – O termo foi proposto, nos anos 90, no treinamento de pilotos de avião da Boieng e só ganhou força agora, com o aumento do processamento da informação e das imagens. É herdeira do desenvolvimento de simuladores e da realidade virtual desde os anos 60. O que acho mais interessante é a possibilidade de ‘interfacear’ informações aos objetos e espaços urbanos, aumentando-os como uma carga de informação, ampliando as formas de uso. Há inúmeros exemplos na publicidade, no marketing, na ciência, na medicina, no turismo ou em navegação pelas cidades. A tendência para os próximos anos é aumentar seu uso tanto corporativo como social, utilizando as possibilidades de indexação de informação como mídia social interativa e participativa, como uma espécie de web 2.0 em interface com o espaço público
Nós da Comunicação – Já existem campanhas de marketing – como uma que vi da Nextel –, que utilizam a realidade aumentada como recurso. Qual é sua expectativa sobre as possibilidades comerciais dessa tecnologia?
A. L. – Há várias experiências no marketing e na publicidade (carros, salgadinhos, roupas), no campo científico (simulação de objetos, paisagens, sistemas) e no uso de sistemas de navegação pelo espaço urbano, como o Layar, o Mobvis, o Metro Paris, entre outros. Acho que as experiências crescerão muito nos próximos anos, consolidando a ideia de uma ‘internet das coisas’, na qual a informação não estará apenas na rede, no ciberespaço ‘lá em cima’, na ‘matrix’, mas colada aos objetos da vida cotidiana como uma espécie de post it eletrônico, acessível pelos telefones celulares. Estamos vendo agora uma explosão de sistemas para os smartphone, especialmente para o iPhone.
Nós da Comunicação – Li um post de seu blog sobre o tema, no qual você fala sobre dois tipos de projetos em realidade aumentada – um deles seria o ‘indoor’. Poderia nos explicar no que eles consistem?
A. L. – Sim, há exemplos que são os de simulação de objetos 3D e de movimentos (abrir um motor de um carro e ver como se conserta, apontar um pacote de salgadinhos para a webcam e ver seres aparecerem, apontar para um mapa e ver o relevo em 3D do terreno; os exemplos são inúmeros). Esses são os não locativos, ‘indoor’, por assim dizer, que não reagem ao ambiente externo.
No caso das experiências locativas (‘outdoor’), o interessante é que a lente do dispositivo (um smartphone, por exemplo) é como uma janela para mais informações do mundo próximo, onde estamos aqui e agora. Aponto meu celular e posso ler sobre a história de um monumento, ver as linhas de metrô mais próximas ou saber se há um lugar interessante para tomar um café ou visitar uma exposição aqui e agora. Para o que me interessa (a relação das tecnologias comunicacionais com o lugar e o espaço urbano), essas são as experiências mais interessantes.
Nós da Comunicação – Imaginando a popularização dessa tecnologia, quais as consequências que você prevê na mídia? Existe, inclusive, a possibilidade de reconhecimento das pessoas pelo semblante…
A. L. – Sim, o problema, como sempre, é a vigilância, a invasão de privacidade, o controle e o monitoramento de pessoas e do espaço urbano. Já estamos vivendo isso. Com o cruzamento de dados de pessoas em inúmeros bancos de dados e redes sociais, e a consequente configuração de perfis de comportamento (sejam eles social, de consumo ou profissional), essas tecnologias de realidade aumentada podem identificar os usuários e traçar, rapidamente, um perfil para bombardeá-los de publicidade, ações de marketing ou desencadear uma vigilância policial e/ou política. Temos de estar atentos a essa dimensão das mídias locativas e das redes sociais.
A “história” do Twitter em um infográfico Outubro 3, 2009
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Apesar de não ser uma infografia dinâmica, vale dar uma olhada. Ficou bem interessante. A dica veio da Tattiana Teixeira, do Nupejoc, via Twitter.
Diz o Blog Manolith: “
“Twitter, Twitter, Twitter. Seems every where you turn these days that little blue bird is staring you right in the face. But how did it all start? Where is it all going? Who’s to say really, except you I suppose, in 140 character bursts. In the meantime let’s take a look back on some milestones of microblogging. Please do enjoy, The Story (so far) of Twitter. Start at the bottom and work your way up on this one.”
Massimo Di Felice fala sobre Paisagens Pós-urbanas em São Paulo Setembro 29, 2009
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“Paisagens Pós-urbanas – o fim dos pontos de vista centrais, a construção tecnológica e colaborativa das visões de mundo” é o tema da Palestra do italiano Massimo Di Felice, sociólogo formado pela Università degli Studi La Sapienza, especialista em Teoria e Analisi Qualitativa nella Ricerca Sociale pela mesma universidade e doutor em comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). É também coordenador do Centro de Pesquisas ATOPOS/ECA-USP.
Após a palestra, haverá uma mesa redonda com a participação de Júlio Duram (UOL), Gisele Dupin (SID/Minc), Tio Pac (Filmagens Periféricas) e Anápuáka Tupinambá Hã-hã-hãe (Blogger Índios Online). O tema do debate será: “Mídias Nativas – a digitalização das culturas locais e a tomada coletiva da palavra”.
Local e horário: Sesc Consolação – 30 de setembro, das 14h às 18h. Mais informações em Ciclo Era Digital.
Washington Post cria regras para jornalistas nas redes sociais Setembro 28, 2009
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Assim como a Folha de S. Paulo, que recentemente criou algumas regras para o uso de redes sociais e sites de relacionamentos por parte de seus jornalistas, o jornal norte-americano Washington Post também criou o seu próprio regulamento. A idéia, de fato, é a mesma das regras criadas pela FSP.
Por exemplo, depois de ressaltar a importância das redes sociais para o nosso cotidiano, o jornal ressalta: “Ao usarmos ferramentas de redes sociais para a noticiar algo ou para assuntos pessoais, devemos lembrar que os jornalistas do Washington Post são sempre os jornalistas do Washington Post.”
Diz ainda que os jornalistas do Post devem abster-se de escrever ou postar imagens que possam ser entendidas como preconceito racial, manifestações políticas ou qualquer outra coisa que possa prejudicar a imagem ou a credibilidade do jornal.
Como havia dito no post sobre a FSP, reitero: não vejo nenhum absurdo e nenhum controle abusivo nesse tipo de recomendação.
Cheguei a essa informação via António Granado no Twitter. O blog do jornalista português é o Ponto Media.

