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Arquivo da categoria: Cibercultura

Mudamos!

O blog “Do Analógico ao Digital”, inicialmente pensado para pesquisar e acompanhar o jornalismo na web, mudou, e está em novo endereço. Para continuar acompanhando o nosso trabalho, agora um espaço virtual para reflexão sobre Tecnologia, Educação e Comunicação, acesse O Café Digital.

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Natal Digital

“Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo” é a mensagem de Natal que aparece ao final de um vídeo da agência portuguesa Excentric. Muito criativo e engraçado, o vídeo mostra como as redes sociais, a web e o mobile contam a História da Natividade. O Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia,  Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon..

FELIZ NATAL A TODOS.

 

Google Books Ngram Viewer

Há tempos não passo por aqui devido ao período de provas e trabalhos, TCC´s, eventos, artigos, etc., mas o exercício diário de contato com os visitantes que sempre recebo faz-me falta. A ausência foi recompensada com ótimos trabalhos desenvolvidos pelos alunos (salvo as raras exceções que sempre existem) e algumas experiências muito interessantes..

O blog será retomado nestas férias e a ideia é ter ao menos dois posts semanais como sempre foi.. para começar, não poderia deixar de falar do Google Books Ngram Viewer, que inclusive ganhou uma publicação nesta terça-feira, 21/12, na Folha de S. Paulo. Tive contato com a ferramenta há alguns dias e pareceu-me interessante à primeira vista. Prefiro desbravar um pouco mais este pequeno trecho do oceano antes de emitir uma opinião, mas fica a dica e o link da matéria de hoje na Folha..

Ah, ok… em resumo, o Google Books Ngram Viewer é uma ferramenta que “possibilita verificar o uso de determinadas palavras ou expressões nos últimos 500 anos. O programa tem a capacidade de executar uma busca de palavras-chaves (um ou mais termos) nos 5,2 milhões de livros já digitalizados pelo Google (…)”

Enjoy it.

 
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Publicado por em 21/12/2010 em Cibercultura, Internet, Jornalismo

 

Copa do Mundo, 3d e jornalismo

Em setembro, a cidade de Caxias do Sul, localizada na famosa e bela Serra Gaúcha, abrigou o Intercom Nacional, sendo palco de discussão e reflexões capitaneadas por acadêmicos e demais pensadores interessados em ouvir algo sobre o atual momento da Comunicação Social. Em Maio, eu havia participado do Intercom Sudeste, em Vitória (ES), e foi uma honra a oportunidade de julgar trabalhos e participar de mesas ricas em debates.

Desta vez, tomando-se como exemplo prático a Copa do Mundo disputada na África do Sul, o professor doutor Nélson Zagalo, de Portugal, e eu refletimos sobre a incorporação de recursos 3d pelos portais de notícias Terra e Uol. Como ressaltamos em nosso abstract, em meio a um considerável desenvolvimento de aplicativos na internet e grande expansão de infraestrutura para tecnologias móveis digitais e conexões sem fio, como 3G, o terreno jornalístico se torna fértil para experiências com realidade aumentada, tridimensionalismo e jogos, ideias que, há pouco mais de uma década, já são trabalhadas no campo teórico.

Uol, 11 câmeras e controle da imagem

O que nos levou a elaborar um texto “a quatro mãos”, além do contato acadêmico e amizade estabelecidos ao longo de 2 anos do outro lado do oceano, foi o fascínio pelo universo dos games. Neste mundial vimos surgir na Web uma nova forma de comunicação de informação relativa à Copa, mais concretamente aos gols que nela ocorreram.

Esta forma concebe-se pela recriação tridimensional de todo o lance que dá origem ao gol, ou seja, são desenhados, modelados e animados todos os intervenientes na jogada assim como o campo e a bola. Esta reconstrução assenta nos princípios basilares da simulação que vai permitir que o usuário tenha acesso a praticamente todas as dimensões visuais do lance, simulando hipóteses imaginadas plastificadas numa concretude digital.

De um ponto de vista narrativo-informativo o que difere entre o modo do UOL e o do Terra está no controle editorial sobre a informação revelada. Ou seja, enquanto o UOL recria todo o lance e o dá ao usuário para que este escolha o modo como pretende desfrutar, o Terra também recria todo o lance mas é ele quem define o quê e como o leitor vai poder desfrutar.

Em face desta pequena análise é possível verificar que a internet funciona como um canal privilegiado para a elaboração de novas técnicas de comunicação, técnicas que têm em conta as necessidades de informação detalhada do receptor mas que dão conta também dos novos papéis mais participativos do mesmo. Por isso falamos sempre do receptor como usuário e não como mero consumidor.

Terra, imagem sequencial, sem controle

Quando comparado com o consumo de futebol na TV, a visualização de lances neste formato permite ao leitor-telespectador não só uma maior compreensão, por meio de todo o detalhe proporcionado, mas vai levá-lo a um patamar de tomada de decisão que o obriga a operar em níveis cognitivos muito mais participativos e menos passivos. É chegada a vez do receptor de editar, e de escolher o melhor modo de acesso ao evento acontecido.

A explicação para esta tendência, em parte, está na presença de novos leitores. Os novos leitores são integrados à era digital e às tecnologias do século 21. A digitalização e a compressão dos dados permitem que qualquer tipo de signo possa ser recebido, armazenado e difundido via computador, somado à telecomunicação, e é um leitor mais livre, digital e imerso, diferentemente daquele contemplativo, rodeado de signos estáticos, ou movente, no sentido em que os signos estão em movimento. Com a realidade da TV Digital, a aposta é de crescimento destas experiências.

Paulo Rodrigo Ranieri é mestre em jornalismo, professor e pesquisador da comunicação no contexto digital e colunista do Nota de Rodapé

Nélson Zagalo é professor auxiliar do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. Possui doutorado em Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro.

 

Opinião: Como o iPad mudou meus hábitos de leitura

Jonathan Seff  (IDG News Service)

De livros até quadrinhos, o produto da Apple é capaz de expandir as possibilidades de leitura online. O iPad, da Apple, é um aparelho curioso – não é inteiramente um iPod, tampouco um notebook. Diariamente carrego ele comigo para o trabalho ou, quanto estou em casa, deixo-o guardado dentro de meu criado-mudo. 

Apesar de ele ser útil para analisar e-mail, comprar na Amazon ou utilizar o Twitter, o  que eu realmente tenho percebido é como o iPad mudou a maneira e o conteúdo que eu leio. 

Revistas

O site de vendas de revistas e livros digitais Zinio, por exemplo, fornece assinaturas de revistas para diferentes dispositivos como Mac, PC, iPhone ou iPod touch. Sinceramente, eu nunca achei muito agradável ler uma revista em um computador, ou na tela pequena de um iPhone. Mas com o aplicativo para iPad, a história é completamente diferente. Além da tela grande, é possível aplicar o recurso de zoom para facilitar a leitura. Ainda por cima, economiza-se papel. 

E ainda posso baixar as novas edições logo após serem lançadas e carregar comigo quantas revistas meu aparelho suportar. E melhor, não há nada para reciclar! Graças a Zinio, eu voltei a assinar a Rolling Stone, uma revista que não lia há anos. 

Mas é preciso ser justo, ainda estamos muito longe da perfeição. Os preços de assinatura, por exemplo, parecem mudar por mero capricho. Eu baixei as páginas da revista Outside por três vezes ao longo de várias semanas, e uma assinatura de um ano passou de 16 para 20 dólares, antes de finalmente chegar a 24 dólares. Além de não existir opção de assinatura por muitos anos. Apesar de a Outside atualmente oferecer um ano de assinatura da revista impressa por 30 dólares, eu posso optar por dois anos por 40 dólares ou três anos por 50 dólares. Com o uso do aplicativo não existem essas opções.

Como acontece com outros tipos de publicações digitais, não é possível entregar um exemplar para um amigo ou para um membro da minha família. E não há forma de empréstimo ou compartilhar essas compras com outros integrantes do Zinio.

Livros

Antes do iPad, eu nunca tinha lido inteiramente um livro em um dispositivo portátil. Tinha lido apenas trechos usando o aplicativo Kindle no iPhone. Eu testei também a iBookstore,  depois de ajustar a fonte, tamanho, tipo e o brilho para o meu gosto. A experiência foi boa, e embora o iPad seja mais pesado do que um simples leitor digital, não achei ruim.

Interessante é a capacidade de descarregar e carregar vários livros com você por um período de férias, por exemplo. Ou comprar um novo livro a partir do seu quarto de hotel sem se preocupar sobre a localização da livraria mais próxima.

Quadrinhos

Devo admitir que eu não lia uma história em quadrinhos desde que eu era adolescente. Ou pelo menos não lia até que eu comecei a brincar com o aplicativo da Marvel no iPad. Graças a seleção de quadrinhos, eu dei ao recente lançamento da Apple a oportunidade de me mostrar o que ele é capaz de  fazer com outro tipo de material de leitura. 

O texto pode ser um pequeno e difícil de ler sem aproximar mais o texto com a ferramenta zoom, especialmente em páginas duplas. Posso dizer que não é a mesma experiência dos meus tempos de leitura de quadrinhos impressos. Mas, em geral, os gráficos são bons e muito coloridos. 

É bom ter uma outra opção de leitura como essa.

 
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Publicado por em 14/08/2010 em Cibercultura, Internet

 

Obra apresenta a relação entre o humano e a técnica na era das redes

Por Andre Stangl, no Blog do Atopos (Centro de Pesquisa Internacional ECA/USP).

Uma necessária reflexão além do pensamento humanista para a compreensão da nossa condição contemporânea. O que a ficção científica e o cinema tinham imaginado nas cenas de filmes famosos, nos quais o humano sofre mutações através das suas interações com a técnica, não deve ser pensado como algo assustador ou como a imagem de um futuro fantástico, mas como os dinamismos que acompanham a humanidade desde o seu surgimento. As primeiras interações do homem com a técnica o deslocaram de sua condição humana para além dos limites do seu corpo.

A obra: “Pós-Humanismo: as relações entre o humano e a técnica na época das redes” foi organizada por Massimo Di Felice, sociólogo e doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e Mario Pireddu formado em Ciências da Comunicação pela Università La Sapienza Di Roma e doutor em Teoria da Informação e da Comunicação.

Ao trazer à tona as formas tecno-humana de interação social, a obra parte do princípio de que a reflexão humanista sempre separou a técnica do homem e que para a compreensão da nossa condição contemporânea, é preciso ultrapassá-la, ir além do humanismo, para repensar, a partir de um ponto de vista histórico mais amplo, a relação entre o homem e o mundo ao seu redor.

O conjunto de inovações tecnológicas e comunicativas que se difunde em nossa contemporaneidade redefine e altera o nosso cotidiano e os nossos sentidos, mostrando-nos a inadequação e os limites dessa percepção histórica e nos obrigando a repensar o absolutismo do princípio de autoformação e autodeterminação do humano.

Leitura relevante para estudiosos de diversas áreas, entre elas, Comunicação, Ciências Sociais e Filosofia, especialmente em níveis de pós-graduação e graduação. Trata-se do segundo volume da série “Era Digital”, publicado pela Difusão Editora em parceria com o Centro de Pesquisa ATOPOS, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, voltado aos estudos da comunicação digital. Composto por treze capítulos, o livro reúne textos de biólogos, filósofos e sociólogos de vários países e importantes pesquisadores brasileiros que refletem de diversos pontos de vista a relação entre o humano e a técnica na época das redes apresentando os possíveis significados do conceito pós-humanismo.

Lançamento com mesa redonda: “As relações entre o humano e a técnica na época das redes”.

Dia 16 de junho na Livraria Fnac – Pinheiros
Horário: das 19 às 21h

Debatedores: Massimo Di Felice (organizador da obra, sociólogo e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP); Andre Stangl (Filósofo, mestre em Cibercultura (FACOM-UFBA) e pesquisador associado do Centro de Pesquisa Internacional ATOPOS (ECA/USP); Lucia Santaella (Professora titular da PUC-SP. Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP e doutora em Teoria Literária pela PUC-SP.); Ciro Marcondes Filho (Professor titular da ECA/USP. Doutor pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha, e pós-doutor pela Universidade de Grenoble, na França. Jornalista, sociólogo, tradutor.)

Sumário:

Capitulo 1 – A carne do futuro. Utopia da desmaterialização – Mario Pireddu

Capitulo 2 – Estéticas do pós-humanismo e formas atópicas do habitar – Massimo di Felice

Capitulo 3 – Pós-humano, pós-humanismo, anti-humanismo: discriminações – Lucia Santaella

Capitulo 4 – O novo totem do pós-humano – Derrick de Kerckhove

Capitulo 5 – Contra a pureza essencialista, rumo a novos modelos de existência – Roberto Marchesini

Capitulo 6 – Corpos e informações: o pós-humano de Wiener a Gibson – Antonio Caronia

Capitulo 7 – Convém falar das coisas que não se sabe – Alberto Abruzzese

Capitulo 8 – A natureza humana depois do humanismo – Roberto Esposito

Capitulo 9 – A inteligência do corpo: a sua evolução e a sua hereditariedade. Tecnologias do vivente – Pier Luigi Capucci

Capitulo 10 – O quarto corpo – Mario Perniola

Capitulo 11 – Redes e ambientes virtuais artísticos – Gilbertto Prado

Capitulo 12 – Impasses da comunicação eletrônica: a questão do diálogo na rede e do outro – Ciro Marcondes Filho

Capitulo 13 – Marshall McLuhan e o pós-humanismo – Andre Stangl

 

Jogo é projetado para ensinar conceitos básicos sobre Física

Cada vez mais os jogos ganham espaço na educação e no jornalismo.. agora é a vez de testar um game para ensinar Física.

“Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. Essa é parte da missão do Sprace Game , um jogo de computador projetado por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com o objetivo de transmitir conceitos de física de partículas para o público leigo…”

As informações são de Fábio Reynol, da Agência Fapesp.