RSS

Arquivo da categoria: redes sociais

Jornalistas discutem a evolução do jornalismo online

Jornalistas, acadêmicos e gerentes de mídia de diversos países participaram do 11º Simpósio Internacional de Jornalismo Online, entre os dias 23 e 24 de abril, em Austin, Texas. Entre os diversos assuntos abordados e pontos de vista discutidos, alguns chamam a atenção e já tento trabalhar com alunos em sala de aula, dada a importância para o jornalismo atual: variações nos tipos de interatividade e dispositivos móveis, por exemplo.

Joshua Benton, do Nieman Journalism Lab, Universidade de Harvard, que também esteve no Brasil, em outubro de 2009, durante o 3º MediaOn, falou no Texas sobre o “fascinante tema” dos dispositivos móveis e afirmou que as grandes questões são: como produzir conteúdo jornalístico em formato adequado aos dispositivos móveis, e como se pode mudar a eficácia da plataforma móvel. Benton ainda propôs uma reflexão interessante: “As pessoas vão pagar por um serviço em IPad ou smartphone aquilo que não estão dispostas a pagar na web? (…) O Times não fez ainda um anúncio oficial, mas parece que o preço oferecido será entre $ 10 e $ 30 por mês”.

No 3º MediaOn, Benton analisou o jornalismo online da seguinte maneira, em relação à qualidade: “a busca da qualidade no jornalismo online é crescente e com o passar do tempo deve chegar no mesmo padrão dos jornais que temos hoje. Porém, a internet, em sua opinião, possui inúmeras opções que o jornal não tem. “Se o jornal publicar uma bela foto de uma flor, será apenas uma bela foto. A internet poderá mostrar a mesma foto em terceira dimensão, por exemplo”.

Vale a pena acessar o International Symposium on Online Journalism pela riqueza das discussões e importância dos palestrantes. O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, em Austin, foi criado em agosto de 2002 como um programa de extensão para treinamento profissional de jornalistas na América Latina e no Caribe. O Centro Knight foi fundado pelo professor brasileiro Rosental Alves.

Anúncios
 

Literatura na era blogs é tema de encontro na Casa das Rosas

Aproveitando a passada pelo IDGNow na manhã desta sexta-feira, fica também esta dica de @JulianoMoreira via twitter.

Com entrada franca,debates serão mediados pelo blogueiro Zeca Bral, do blog Meia Duzia, e Fabiana Chiotolli, da Biblioteca de São Paulo.

A Casa das Rosas, espaço paulistano de literatura, promove em dois domingos do mês de abril (11 e 25) uma discussão sobre os meios de difusão da escrita em rede, os casos de sucesso e os rumos da literatura diante do surgimento dos novos suportes de comunicação.

Os debates serão mediados pelo blogueiro Zeca Bral, do blog Meia Duzia, e Fabiana Chiotolli, educadora da Biblioteca de São Paulo. Eles vão apresentar material ilustrado com tendências e resultados de alguns trabalhos feitos por escritores de várias partes do mundo.

Serviço
Bate-papo sobre blogs – Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Local: Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
Data: domingos, 11/4 e 25/4 – 15 h
Número de vagas: 20
Inscrição no local ou pelo e-mail: karenkipnis.cr@poiesis.org.br
Idade: a partir de 15 anos
Entrada: grátis

 

Internet deve ser tratada como prioridade nas Eleições 2010, diz “blogueiro de Obama”

Falei sobre isso em uma aula que dei sobre Planejamento de Campanha Eleitoral para alunos de jornalismo em São Paulo, e tratei, inclusive, do case Obama. De fato, a Internet é um poderoso instrumento para a política, do “pré” ao “pós” campanha e a população deve também fazer bom uso dela. Em entrevista ao portal UOL, o blogueiro do Obama, Sam Graham-Felsen, falou sobre várias questões relacionadas. Vale a pena ler e assistir o vídeo.. o repórter é o André Naddeo.

Alguns pontos interessantes ressaltados pelo blogueiro:

– “Nós arrecadamos dois terços do dinheiro da campanha somente em doações online”;
– Além dos dois terços de toda as doações arrecadadas, foram recrutados cerca de R$ 2 milhões de voluntários, outros tantos milhões de seguidores nas redes sociais (Facebook, Twitter, My Space etc), e uma lista de e-mails com 13 milhões de cadastrados foi formada;
– “Se alguém quer aprender algo com a campanha do Obama tem que levar a internet a sério. Deve ser umas das prioridades da campanha. Deve haver um staff para tratar somente destas novas mídias”;
– “Esta era a nossa atitude, nós queríamos que as pessoas pensassem que elas tinham um lugar na mesa, e que elas realmente tinham importância para a campanha. E nada melhor do que a internet para isso”

(Leia o texto na íntegra)

 

CNN teme a concorrência das redes sociais

A transição do impresso para o digital e a busca por um modelo perfeito de negócio que atenda a essas mudanças ainda são incógnitas. Não há um modelo fechado e definitivo, e as apostas e especulações vez ou outra vem à tona. Outro ponto ainda indefinido do jonalismo on-line são as redes sociais, que podem ser uma das soluções para maior audiência e lucratividade nos sites de notícias. O que fazer com elas? Como trabalhar com as redes sociais?

De acordo com nota publicada nesta quinta-feira (11) pelo portal português Agência Financeira, “a CNN está mais preocupada com a concorrência das redes sociais, como o Facebook, o Twitter ou o hi5, do que das outras estações de televisão”. O presidente da CNN, Jon Klein, durante conferência sobre o futuro dos meios de comunicação social em Nova Iorque, disparou: “a concorrência de que tenho verdadeiramente medo é a das redes sociais”.

Recentemente, o The Guardian demonstrou preocupação com a mesma questão. Disse o diretor Alan Rusbridger: “(…) mas também a necessidade do jornalismo contar com o público, de transformar os meios e os jornalistas em redes sociais informativas onde desde a primeira informação até a distribuição, passando pelo marketing, incorporem o comportamento das redes. Se os modelos de negócios responderem a estes desafios, encontrarão mais pistas  para decidir quais são os métodos e canais de entradas e rentabilidade mais adequados para cada meio. Em função do seu conteúdo, objetivos, público e organização.”

Tanto para a CNN quanto para o The Guardian, o caminho é uma aproximação total com as redes sociais – um “enlace”, usando o termo em espanhol. “As pessoas que são vossas amigas no Facebook ou aquelas que vocês seguem no Twitter são fontes de informação de confiança. Clicamos nas ligações que nos enviam e temos confiança nelas”, disse Jon Klein. Mas ainda não ficou claro, ao menos para mim, como se dará essa aproximação dos veículos com as redes sociais, necessária, obrigatória e urgente.

Em tempo, segundo um estudo da Semiocast, o português é o idioma mais falado no Twitter, atrás apenas dos idiomas inglês e japonês.

 

A Igreja Universal do Reino de Deus e as novas tecnologias

Não é novidade que o Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e outros pastores – outras denominações religiosas também – fazem uso frequente de Twitter e outras redes sociais para divulgar textos, vídeos com pregações e outros materiais com conteúdo religioso. Tudo isso eu já tinha visto. Mas uma bênção especial para os telefones celulares eu nunca tinha visto. Que as operadoras sejam abençoadas, o problema com os sinais acabem e as tarifas sofram quedas. Amém.

 

As redes sociais podem mudar o mundo (?)

Vale a leitura do texto de Renata Lemos (via twitter @renatalemos ) para que possamos refletir sobre. Tomo a liberdade de reproduzir as palavras da autora, ressaltando que foi publicado neste link.

“Ontem fui assistir @lucianopalma na Social Media Week SP. ele disse que as mídias sociais não mudam o mundo, mas apenas a forma como nos comunicamos. mais uma vez, dentre muitas outras abordagens das redes sociais, o foco foi o entendimento das mídias sociais como ferramentas, como se pudessem ser separadas das redes, essas sim feitas de pessoas falantes e vivas.

como já abordei anteriormente em meu post sobre o iPad, acredito que já não seja mais possível separar mídia de rede. acredito que a abordagem que considera tecnologia como uma esfera separada das teias humanas pertence ao século 20, e não mais ao século 21. a ferramenta não é mais algo que pode ser considerado como pertencendo a uma categoria separada do humano nesse momento da evolução da nossa espécie.

mais uma vez repito: um machado não definia ou afetava a identidade pessoal de um lenhador. mas o Twitter, por exemplo, definitivamente afeta, extende e define identidades pessoais. as mídias sociais não podem mais ser consideradas como ferramentas simples. elas são muito mais do que isso. elas são extensões e catalisadores diretos das membranas do tecido humano das nossas relações sociais e das nossas representações individuais de perfis e identidades. são espaços intersticiais, como bem define Lucia Santaella.

outra questão bastante discutida é o fato de que “redes sociais não são panacéia”. redes sociais não mudam o mundo. aqui, também, acredito que meu entendimento é diferente da maioria dos especialistas dessa área no Brasil. eu acredito que as redes sociais mudam o mundo sim. completamente. até que ponto acontecerá essa mudança, ainda é muito cedo para saber com certeza. mas uma coisa é certa: a mudança engendrada pelas redes sociais não altera apenas a forma das relações sociais, mas principalmente a lógica subjacente a estas relações, subvertendo a hierarquia (que é o princípio organizador das sociedades modernas e industriais). então estamos diante de um processo muito mais profundo do que um mero avanço nos meios de comunicação. estamos diante de uma mudança de paradigma social e cultural.

partindo desta premissa, podemos dizer sim que da mesma forma como o email alterou a face dos negócios e do planeta; também a dinâmica das redes e do netweaving irá alterar muita, muita coisa. o quanto e o quê, dependem, é claro, de nós. agora, o como está claro: uma transição na forma como vemos e representamos nossas expressões de valor e cultura está em curso. não sou só eu que estou dizendo isso. Barack Obama também disse isso: ou vocês acham que o lançamento da iniciativa mundial de governo 2.0 liderada por Hillary Clinton sinaliza o quê? sinaliza uma coisa apenas: crença no potencial das redes sociais de mudar o mundo, sim.

Tim O´Reilly também disse isso. ano passado ele fez um chamado para os desenvolvedores de mídias sociais para que parassem de perder tempo desenvolvendo aplicativos de joguinhos tóxicos para o facebook e ao invés desenvolvessem aplicativos voltados realmente para a inovação social.

nós podemos, sim, mudar o mundo através das redes sociais. gente inteligente como o time da Metacurrency.org, por exemplo, já está usando as redes sociais para desenvolver novos meios de geração e troca de riqueza nas redes, novas moedas digitais, independentes e livres da especulação e da instabilidade dos bancos tradicionais. milhares de outras iniciativas existem que demonstram todo o potencial das redes sociais para efetivamente mudar o mundo: fazer o design de novos tipos de relação econômica, política e cultural.

Só depende de nós.”

 

‘Internet’ será tema do São Paulo Fashion Week

Em entrevista ao Portal Uol, Paulo Borges, diretor criativo do São Paulo Fashion Week, do Fashion Rio e o Rio Summer (o evento de Alto Verão criado por Nizan Guanaes), fala mais sobre o assunto.

“Para 2010, Paulo Borges salientou o tema da estação entre as novidades. Desta vez o evento chamará a atenção e incitará a discussão sobre o reflexo da internet no mundo contemporâneo. Na cenografia, uma grande árvore de signos, com imagens conhecidas do público (o sinal de “PARE”, o de proibido fumar são exemplos) convidará os fashionistas a elaborarem suas próprias interpretações”, pode-se ler no texto de Carolina Vasone.

Texto e vídeo com a entrevista podem ser acessados por aqui.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 15/01/2010 em Internet, redes sociais