RSS

Opinião: Como o iPad mudou meus hábitos de leitura

Jonathan Seff  (IDG News Service)

De livros até quadrinhos, o produto da Apple é capaz de expandir as possibilidades de leitura online. O iPad, da Apple, é um aparelho curioso – não é inteiramente um iPod, tampouco um notebook. Diariamente carrego ele comigo para o trabalho ou, quanto estou em casa, deixo-o guardado dentro de meu criado-mudo. 

Apesar de ele ser útil para analisar e-mail, comprar na Amazon ou utilizar o Twitter, o  que eu realmente tenho percebido é como o iPad mudou a maneira e o conteúdo que eu leio. 

Revistas

O site de vendas de revistas e livros digitais Zinio, por exemplo, fornece assinaturas de revistas para diferentes dispositivos como Mac, PC, iPhone ou iPod touch. Sinceramente, eu nunca achei muito agradável ler uma revista em um computador, ou na tela pequena de um iPhone. Mas com o aplicativo para iPad, a história é completamente diferente. Além da tela grande, é possível aplicar o recurso de zoom para facilitar a leitura. Ainda por cima, economiza-se papel. 

E ainda posso baixar as novas edições logo após serem lançadas e carregar comigo quantas revistas meu aparelho suportar. E melhor, não há nada para reciclar! Graças a Zinio, eu voltei a assinar a Rolling Stone, uma revista que não lia há anos. 

Mas é preciso ser justo, ainda estamos muito longe da perfeição. Os preços de assinatura, por exemplo, parecem mudar por mero capricho. Eu baixei as páginas da revista Outside por três vezes ao longo de várias semanas, e uma assinatura de um ano passou de 16 para 20 dólares, antes de finalmente chegar a 24 dólares. Além de não existir opção de assinatura por muitos anos. Apesar de a Outside atualmente oferecer um ano de assinatura da revista impressa por 30 dólares, eu posso optar por dois anos por 40 dólares ou três anos por 50 dólares. Com o uso do aplicativo não existem essas opções.

Como acontece com outros tipos de publicações digitais, não é possível entregar um exemplar para um amigo ou para um membro da minha família. E não há forma de empréstimo ou compartilhar essas compras com outros integrantes do Zinio.

Livros

Antes do iPad, eu nunca tinha lido inteiramente um livro em um dispositivo portátil. Tinha lido apenas trechos usando o aplicativo Kindle no iPhone. Eu testei também a iBookstore,  depois de ajustar a fonte, tamanho, tipo e o brilho para o meu gosto. A experiência foi boa, e embora o iPad seja mais pesado do que um simples leitor digital, não achei ruim.

Interessante é a capacidade de descarregar e carregar vários livros com você por um período de férias, por exemplo. Ou comprar um novo livro a partir do seu quarto de hotel sem se preocupar sobre a localização da livraria mais próxima.

Quadrinhos

Devo admitir que eu não lia uma história em quadrinhos desde que eu era adolescente. Ou pelo menos não lia até que eu comecei a brincar com o aplicativo da Marvel no iPad. Graças a seleção de quadrinhos, eu dei ao recente lançamento da Apple a oportunidade de me mostrar o que ele é capaz de  fazer com outro tipo de material de leitura. 

O texto pode ser um pequeno e difícil de ler sem aproximar mais o texto com a ferramenta zoom, especialmente em páginas duplas. Posso dizer que não é a mesma experiência dos meus tempos de leitura de quadrinhos impressos. Mas, em geral, os gráficos são bons e muito coloridos. 

É bom ter uma outra opção de leitura como essa.

Anúncios
 
2 Comentários

Publicado por em 14/08/2010 em Cibercultura, Internet

 

Nagasaki Archive

 ” ‘Nagasaki Archive’ é uma iniciativa digital que conta com a ajuda do Google Maps. Trata-se de um mapa em 3d da cidade com fotos dos sobreviventes nos locais onde estavam no momento do ataque associados a depoimentos”, diz a nota da agência EFE, publicada pelo UOL.

“Pela tag (#nagasaki0809) do microblogging Twitter é possível que qualquer usuário envie uma mensagem aos sobreviventes, as respostas aparecem sobrepostas no mapa”, informa o texto.

In: http://en_nagasaki.mapping.jp/p/nagasaki-archive.html
You can see photos from the same angle they were taken 65 years ago, and also you click the portrait of survivors to read their experiences and wishes assosiated with the actual location they were exposed to A – bomb. (The experience stories of six people are translated into English now. Other stories are displayed in Japanese). In addition, we displays photos of the current Nagasaki so that you intuitively understand how this city subsequently achieved the reconstruction across time and space.

 

Curta é filmado e editado no iPhone

Eu twittei há mais ou menos 15 dias, mas acho válido trazer também para cá..

 
 

Na era das notícias online, jornalistas estão sofrendo de exaustão

Do Blog de Notícias Jornalismo nas Américas (Knight Center for Journalism)

O New York Times observa esta semana que os jornalistas estão sofrendo cada vez mais cedo de fadiga e exaustão. Enquanto nos jornais impressos a adrenalina se concentrava na hora do fechamento, os jovens repórteres das redações online produzem o dia inteiro numa velocidade frenética.

A matéria cita o exemplo do site Politico, muito influente na política de Washington: repórteres extenuados costumam encontrar e-mails enviados de madrugada pelos seus chefes, reclamando de matérias que saíram só na concorrência. Novos tipos de cobrança aumentam a tensão. Na redação da Gawker em Manhattan, uma televisão mostra as matérias mais lidas em tempo real, com o nome do autor e o número de vezes que a página foi acessada. O resultado desse ambiente é um alto índice de rotatividade em algumas redações.

Duy Linh Tu, coordenadora do programa de mídia digital da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, afirmou ao NYT que está preocupada com o “burnout”: “Quando meus alunos aparecem para uma visita, eles carregam a exaustão de uma pessoa que vem trabalhando há uma década, não um par de anos.”

Talvez outro motivo da fadiga seja o tipo de notícias que muitos repórteres são obrigados a buscar para preencher as necessidades do ambiente digital. Ao invés de bater perna em busca de uma boa história, aponta o NYT, eles ficam na frente do computador procurando qualquer coisa que possa impressionar os algoritmos do Google e chamar a atenção do leitor.

Volta e meia, esse clima de descontentamento se reflete em sátiras na internet. A revista de humor americana The Onion publicou um texto ironizando, do ponto de vista de um repórter, a cobertura das novas ferramentas digitais. O título diz: “Novo site de rede social muda a forma em que Oh, Jesus, esquece – deixe alguém mais escrever sobre essa droga”. No blog “Salvar um Jornalista”, um ex-repórter espanhol criou depoimentos fictícios sobre os problemas nas redações e uma página de denúncias.

O site Editorsweblog argumenta que, se os jornais querem sobreviver, eles devem sim acompanhar o ritmo das notícias, mas também cuidar bem de seus funcionários. E cita uma pesquisa do Pew Research Center: 20% dos editores nos EUA acham que as redações estão pequenas demais para produzir além do mínimo necessário.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 23/07/2010 em Internet, Jornalismo, Web 2.0

 

Três jornais americanos começam a cobrar por conteúdo online

Mais uma do Jornalismo nas Américas. O assunto é extremamente importante e ainda sem muita solução. Muitas vias são apresentadas para que os portais de notícias possam lucrar, e os testes, vez ou outra, são anunciados pelas empresas.

“Três diários da rede Gannett, maior grupo americano de jornais, estão experimentando um novo sistema de cobrança pelo acesso a seu conteúdo na internet, informou o Poynter Online. Cada jornal está cobrando US$ 9,95 por mês pela assinatura do conteúdo online.

“Sabemos que este não é o modelo padrão, é um teste em pequena escala”, afirmou Kate Marymont, vice-presidente de notícias para o setor de publicações da Gannett.

Bob Gabordi, editor executivo do Tallahassee Democrat, um dos sites de notícias sendo testados, escreve em seu blog sobre a decisão: “O velho modelo de criar o maior público leitor possível, com anunciantes pagando pelos custos de produção e distribuição de notícias, simplesmente não funciona de forma tão eficiente quanto antes.”

Os outros jornais que eliminaram o acesso gratuito são o Greenville News, da Carolina do Sul, e o Spectrum, de St. George, em Utah.

O blog Techdirt criticou a decisão, argumentando que o modelo de assinatura online já foi tentado inúmeras vezes, sem sucesso. No entanto, com alguns jornais do grupo Dow Jones seguindo o mesmo caminho, a Gannett quer testar a viabilidade do modelo, relatou o Editorsweblog.”

 
1 comentário

Publicado por em 05/07/2010 em Internet, Jornalismo

 

JB pode abandonar versão impressa e sair só na internet

O texto é do blog Jornalismo nas Américas

O Jornal do Brasil, editado há 119 anos no Rio, está fazendo uma pesquisa com seus leitores para decidir se abandona a versão impressa e passa a sair apenas na digital. O jornal publicou um anúncio de meia página no dia 30 de junho convidando os leitores a responder à pesquisa na internet.

Segundo o colunista do iG Guilherme Barros, o resultado da pesquisa deve sair em agosto: “Mas a tendência é de o JB ser o primeiro jornal tradicional do País a se tornar apenas eletrônico.” Barros também afirma que o presidente do JB, Pedro Grossi, se afastaria da função caso Nelson Tanure, acionista majoritário, leve a decisão adiante. Outra possibilidade seria Grossi continuar com a versão impressa e deixar Tanuri com a digital, diz Barros.

Interromper a circulação impressa seria uma tentativa de controlar os problemas financeiros da empresa, explica O Estado de S. Paulo, lembrando que as dívidas do JB chegam a R$ 800 milhões.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/07/2010 em Internet, Jornalismo

 

Aliás….

Aproveitando o bom material do Jornalismo nas Américas, há uma nota sobre a faculdade de jornalismo Medill, na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, que está anunciando bolsas de mestrado específicas para programadores interessados em trabalhar com jornalismo.

É uma excelente iniciativa em parceria com a Fundação Knight e podem esperar, este é o futuro: jornalistas-programadores-designers, não necessariamente nesta ordem…

 
1 comentário

Publicado por em 21/06/2010 em Internet, Jornalismo